JORGE VENTURA

 


JORGE VENTURA


Jorge Ventura é o nome literário e artístico de Jorge da Rocha Ventura, associado apperjiano de número 0367. É escritor, roteirista de histórias em quadrinhos, ator, editor, jornalista e publicitário. Autor de 10 livros. Seus textos em verso e prosa também podem ser encontrados em mais de 90 coletâneas, entre nacionais e estrangeiras, sites, blogs, jornais online, portais literários, redes sociais, além de fonogramas de poesia. Alguns dos seus poemas foram vertidos para os idiomas inglês, francês, espanhol, italiano e grego.

Expôs poemas visuais, intitulados “Gota” e “Congresso”, nas Mostras Internacionais Miragens e Imagética, sob a curadoria do multiartista Tchello d´Barros, na Casa das Artes (Bento Gonçalves/RS) e na FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso – Rio de Janeiro/ RJ), evento promovido pelo NAC (Núcleo de Arte e Cultura / no Campus Botafogo – Rio de Janeiro – RJ) e no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro/ RJ).

Proferiu palestras em sessões da ALAP (Academia Pan-Americana de Letras e Artes Paranapuã), ABT (Academia Brasileira de Trova) e AVPLP (Academia Virtual de Poetas da Língua Portuguesa) sobre a vida e obra de vários poetas, escritores, quadrinistas e artistas da MPB, como Ferreira Gullar, Lourenço Mutarelli e Zé Ramalho.

Como artista, já atuou em mais de mil apresentações teatrais e lítero-teatrais, tendo trabalhado do norte a sul do Brasil, e participado, especialmente, de 12 edições (2005-2016) do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado na cidade de Bento Gonçalves, região serrana do Rio Grande do Sul, sob a curadoria do jornalista e escritor Ademir Bacca.

Jorge Ventura é detentor de diversos prêmios solo como autor e intérprete. Obras premiadas: O ReVerso do Morcego, em 2016, Prêmio ABRAHQ (Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos), Palavra & Poesia, em 2019, Prêmio Lêdo Ivo, União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) e A Violeta 19 – Uma Transmutação Pandêmica, em 2021, Troféu Arte em Movimento (nacional) e Prêmio Nevado de Oro (em nível internacional).

Em junho de 2017, seu poema “Origami” foi selecionado entre os 565 que foram expostos na Mostra Poesia Agora (Instalações), sob a curadoria de Lucas Viriato, em uma das salas do prédio da Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Em abril de 2021, recebeu mais um certificado, em nível internacional, de Melhor Escritor/ Poeta, pela atuação em janeiro de 2020, no show lítero-musical “O Músico, O Cantor e O Poeta”, ao lado do cantor Byafra e dos instrumentistas Fred Vasconcelos e André Marçal. Este prêmio foi concedido pela La organización del Festival Iberoamericano de Arte y Cultura em su 1º edición 2020-2021. Em junho de 2021 foi convidado a participar da 1ª Feira Virtual do Livro dos EUA, Nova York, em que falou sobre sua vida e obra.

Jorge Ventura exerce seu terceiro mandato consecutivo (2018/2020, 2020/2022 e 2022/2024) como presidente da APPERJ (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro), é membro do PEN Club do Brasil e da UBE – RJ (União Brasileira de Escritores). É vice-presidente da ABLAP (Academia Brasileira de Letras e Artes pela Paz) e um dos integrantes do grupo Poesia Simplesmente. É também membro da SBPA (Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas), membro correspondente da ALACIB (Academia de Letras, Artes e Ciências do Brasil), proprietário da Ventura Editora e Editora Iniciatta e sócio-diretor/editor da CQi (Companhia de Quadrinhos Independentes), ao lado de Paulo Chacon e Diogo Oliveira.

Na lista de parceiros musicais estão nomes de cantores e cantoras, compositores e compositoras experientes, como o maestro Bira da Flauta, Isaura Carvalho, Chico Tâmega, Ana Cristina Rocha, André Marçal, Joyce Kelly, Juçara Freire, Eduardo Soares e Roberto Perrotta. Tem poemas musicados, gravados e registrados, com destaque para “Espelhos Quebrados”, “O Homem entre Quatro Paredes”, “Marido e Mulher”, “Cisma”; “Como Letra para Música”, “Clone”, “Urna Secreta”, “Diva”, “Pequena Lenda”, “Lua Mulher”, “Opostos”, “Tempo Anunciado”, “Tribal”, “Papiro”, “O Blefe”, “Gatuna”, “Efêmero” e “Tempos Inexatos”. 



 e-mails: jorgeventura@terra.com.br e venturaeditora.editor@gmail.com

 


POEMAS


Origami

quando a ideia me perturba
entre o barulho e o silêncio
tudo é um só contrassenso
que inocência ou culpa
virá em vão me julgar
neste papel tumular?
reparto em dobras meus textos
discursos e manuscritos
(de abismos e de delírios)
nas páginas, palimpsestos

reparto também a folha
metade doutra metade
do que é múltiplo e arte
e antes que a ideia se recolha
e a angústia vire bolha
e o papel retorne seda
nas dobraduras das letras
o verso assim se desdobra
pois toda palavra é obra
pra muito além do poema
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De Água para Vinho


Chego a saciar a sede ao beber tua noite.
Vinho tinto e rascante nas lentes da taça!
De alegria e carne exponho a boca cheia.
Todos os teus desejos são minha graça.

Mordo as horas, mastigo o tempo.
Descubro em cada gole o teu segredo.
Não querias um Deus junto a ti para brindar?
Alguém, de entre mitos, escolhido a dedo?

Tim-tim! Ouço o tilintar de nossos corpos,
volúpias derramadas (tua e minha).
A língua saboreia livre sem tomar fôlego.
Os mágicos prazeres vêm das vinhas.

Uma nova safra nasce neste instante.
Velho moinho em que fui trigo e ora pão,
te dou sustento à luz do deslumbramento.
Apresento o milagre da transformação!

Faço da farra e do amor o meu banquete.
Celebro a vida à mesa farta (uvas e nacos).
Nada mais sagrado, nada mais profano:
o Zé-ninguém de ontem é hoje o teu Baco!
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Tormenta



A certa hora o poema é só tormenta.
Naufrágio de versos num mar insone.
É vento ou vaga de uma luta sôfrega
ao farfalho de páginas e intentos

A certa hora o poema é só tormenta.
Vela perdida em busca de um cais.
Angústia de quem se afoga no caos,
sedento por respostas tão somente.

A certa hora o poema é só tormenta.
Serpente marinha na orla marítima.
Surrealismo, imagem sombria,
o nada a nado, feroz e eminente.

A certa hora o poema é só tormenta.
Singra nas águas pelo sangue célere.
É noite profunda e manhã incerta.
Remo e rima soltos na correnteza
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De barro e de dor

às bonequeiras do Vale do Jequitinhonha


mal se casam e não ficam:
depois das juras, mais juras
o último beijo e um adeus

vão trabalhar na lavoura
ou na construção civil
deixam-nas ao pó do pó

e tornam-se todas elas
nossas grandes artesãs
tão sofridas brasileiras

na pobre argila, a saudade e o
sacramento em forma de arte
selando o amor esculpido

tantas mulheres sozinhas:
são as bonecas-moringa
noivas de barro e de dor?

Ilustração: Murilo Martins
In "Faca de Ponta, Fogo de Palha" (Oficina Editores, 2012).
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DE BEIJOS E DE DE PAIXÃO (em  5 aldravias)


Aldravia 1

do
veneno
mais
lento
seu
beijo

Aldravia 2

bocas
famintas:
paixão
que
nos
devora


Aldravia 3

beijo
chocho:
não
falamos
mesma
língua


Aldravia 4

nosso
adeus
beijo
dissolvido
na
saliva


Aldravia 5

paixão
bandida
por
tanto
beijo
roubado

*Menção Honrosa no X Concurso de Poesia 2012/2013 - Cidade de Ipatinga - MG 
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LIVROS PUBLICADOS

  • Trio Patinhas Two em... Um escracho lírico- (em coautor com Antonio Gutman e Dalmo Saraiva in memoriam, Ventura Editora- 2021)
  • A Violeta 19, Uma Transmutação Pandêmica- No formato e-book, em coautoria com a escritora Val Melo (Ventura Editora, 2020)- Poesia
  • Palavra & Poesia (Ventura Editora, 2018)- Poesia
  • Batmania Animated - 25 anos da Série Animada no Brasil, em coautoria com Paulo Chacon (CQi, 2019).
  • Sock! Pow! Crash! 2 - A história da cult-série Batman de 66! (CQi, 2017)
  • O ReVerso do Morcego, poemas de Jorge Ventura e ilustrações de Paulo Chacon ( CQi, 2015), obra premiada pela ABRAHQ
  • Faca de Ponta, Fogo de Palha (Oficina Editores, 2012) - Poesia.
  • Sock! Pow! Crash! - 40 anos da série Batman da TV (Opera Graphica, 2006)
  • Surreal Semelhante (Imprimatur, 2003) - Poesia
  • Turbilhão de Símbolos (Imprimatur, 2000) - Poesia.

    









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