MARIA DO CARMO BOMFIM

 


MARIA DO CARMO BOMFIM

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POEMAS


PEDAÇOS
 

Não jogo nada fora:
meus escritos
errados
riscados
sofridos
são meus



Estes versos não acabados
Sou eu.


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NOITE/DIA

A melhor hora pra fazer poesia
é quando estamos quase adormecendo
entre a vigília e o sono
as ideias mescladas de delírios
numa conjunção poética



A melhor hora para o amor
é quando em nosso torpor
perdemos o senso do real
e embarcamos bêbados e livres
nesta viagem deslumbrante


ciceroneados pelos nossos corpos
poetizados e amantes.

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FARSA


Ser feliz?
que pretensão!
tanta miséria,
faces sofridas,
terra maldita,
a vida se escoando
por uma bala perdida,
perdido o sangue,
perdida a vida.



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VIAGEM 


Lembrando Elias Canetti


Quando te vi
pensei que ia me afogar
em tuas águas
-lembrança da adolescente
que fui
ao tocar no piano
Danúbio Azul.
Sempre te quis
para me refletir
em teu espelho.
Hoje te reconheço
e navego em teus braços.
Não acredito que eu esteja aqui
e em teu leito
me desfaço.


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AUSÊNCIA VIVA

 

Sinto falta da tua presença 
tímida, assustada, 
escondendo inocente 
o desejo que te inflama 
em silêncio.
Sinto falta do teu olhar reticente,
do menino que você é, 
mesmo com a cabeça nevada pelo tempo. 
Mas é este guri atrapalhado 
que me atrai, 
este mistério que para mim
não é segredo,
pois enfrentar este teu medo 
é a curtição que traz pra minha vida
o encantamento de uma juventude 
que pensei perdida.


LIVROS PUBLICADOS

  • Humano prosa & verso-  (Editora....., 20...)- Poesia
  • Portrait ( Editora Personal, 20...)- Poesia





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